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A Prisão do DITADOR Nicolás Maduro

A Prisão do DITADOR Nicolás Maduro

A Prisão do DITADOR Nicolás Maduro

Ricardo Aurélio Januário por Ricardo Aurélio Januário
8 de janeiro de 2026
em Economia, Política
Tempo de leitura:8 minutos de leutura
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Um assunto que está na boca do povo é o ataque dos EUA à Venezuela, que acabou com a prisão do governante do país caribenho, o presidente, que mais parece com um ditador, Nicolás Maduro na madrugada do dia 3 de janeiro de 2026.

Este é “só mais um dos assuntos que dividem opinião”, sobretudo, de “pessoas que tratam política como torcida de futebol”, não com pragmatismo. Eu, não morro de amores ditadores, mas também não sou fã de carteirinha de políticos, e para terminar, não sou o maior especialista em relações internacionais, nem em direito internacional, então, minha opinião pode conter informações imprecisas sobre o que é 100% certo ou errado.

Primeiramente, acho um absurdo quando vejo alguns brasileiros “torcendo” para que Trump ataque o Brasil também… Infelizmente, polarização e burrice andam juntos, afinal, pessoas melhor instruídas sabem que a polarização só faz bem para os extremos, enquanto as pessoas de bom senso vão sendo sufocadas com estes dois grupos, quase acéfalos, que puxam a corda para cada lado. Falta uma conscientização clara de que BOMBA NÃO PERGUNTA QUAL O SEU LADO, ela cai e mata, depois de morto, você não é de esquerda, de direita, de cima nem de baixo, você é só um corpo sem vida, um morto, um cadáver, um número nas estatísticas, você é menos um na sociedade, que deve ter sido substituído imediatamente por algum bebê que nasceu na cidade vizinha, ou lá na Índia, ou qualquer outra parte do mundo.

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Em segundo lugar, eu acho inocente de mais pessoas que comemoram como se “Trump estivesse querendo restaurar a democracia na Venezuela, porque ele é contra ditaduras”… Convenhamos, que Trump se dá muito bem com ditadores, é só olharmos sua amizade com Vladmir Putin, Mohammed bin Salman e outros… Lembram quando ele foi fazer amizade com Kim Jong-um? Teve até proposta de McDonalds envolvida. Então, desculpem se vou frustrar alguns de vocês, mas essa conversa de democracia já é história batida, ninguém mais acredita neste conto da carochinha.

O Terceiro ponto que quero levantar, é sobre a acusação de narcotráfico, contra Maduro. Em seu segundo mandato, Trump vem levantando uma bandeira de combate às drogas, porém, em novembro de 2025, Trump concedeu indulto total e incondicional ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que foi condenado a 45 anos de prisão, pela justiça americana. Vive acusando cartéis mexicanos, venezuelanos, e quem mais puder, mas, não age dentro de seu país, ele até tem reduzido orçamento da saúde e esforços de conscientização sobre o uso de drogas. Então, se ele tem dois pesos e duas medidas, como no caso de Hernández e de Maduro, me parece que essa história do combate ao narcotráfico também está, no mínimo, inconsistente.

Para não dizerem que estou passando pano, afinal, metade dos aficionados políticos, já devem ter abandonado a leitura ou me xingado por aí, a maioria destes que se denominam de direita, mas gostam só do hate e do viés de confirmação de alguns (eleitos para cargos) políticos, mas que mal trabalham, vivem de mitadas e lacradas na internet. Então, vamos ver um pouco do outro lado.

Primeiramente, vamos dar o nome certo às coisas: Maduro era “presidente” da Venezuela? Pra mim, não, ele era um DITADOR, e acredito que para a maioria das pessoas de bom senso, este adjetivo se aplica perfeitamente para ele. Agora, a pessoa querer aparecer para dizer que “Ain, ele foi eleito democraticamente”, ah, fala sério, né… Se as eleições brasileiras que parecem ser muito mais seguras e confiáveis, vira e mexe aparecem grupos questionando, sem provas, imagine então a da Venezuela, com toda a perseguição que houve, impugnações e prisões de adversário, e a chave de ouro, os boletins eleitorais que não foram apresentados até hoje? Então, não tem como chamar de “eleito democraticamente” um líder que ignora fortes acusações e fortalece indícios de eleições fraudadas. E pra ser sincero, NA MINHA OPINIÃO, as eleições venezuelanas foram sim fraudadas.

Em segundo lugar, para mim, Maduro fez por merecer a invasão americana e sua prisão. Por anos, ele fez o povo venezuelano sofrer, desaparecidos e mortos, não foram poucos. O número de refugiados no Brasil evidenciam o óbvio, mesmo o Brasil não sendo o melhor país do mundo para se viver, a Venezuela está pior do que a gente. Porém, aqui vai outra polêmica: EU NÃO CONCORDO COM A INVASÃO REALIZADA PELOS ESTADOS UNIDOS.

Vamos discorrer um pouco sobre minha opinião acerca da invasão

Primeiramente, eu não saberia dizer qual a forma correta de resolver o problema de Maduro à frente da Venezuela. Ele é um DITADOR, fez o povo sofrer, por isso, quando da sua prisão, parte dos venezuelanos celebrava. Enquanto uma parte da população saiu às ruas em protesto contra a investida norte americana (o que eu acho justo), outra parte estourava espumantes (já que Champagne é marca registrada), e celebravam sua esperança de fim de uma ditadura.

Vou ressaltar que para mim, NA MINHA OPINIÃO, a ONU está moribunda, decadente, enfraquecida e beirando a IRRELEVÂNCIA GLOBAL, isso porque, o Conselho de Segurança da ONU, está paralisado. Há alguns anos ele vinha sofrendo travamentos, mas desde a invasão da Rússia na Ucrânia, o conselho paralisou totalmente, nada se resolve, e nada se quer resolver. E foi justamente nesta “vacância” de poder, que o EXTREMISMO tomou conta abertamente. Já que não existe poder vacante, quando a “UNIÃO” fica incapacitada, outros tentam tomar seu lugar, e então, o extremismo, assumiu o mundo, e nos últimos anos, vemos mais e mais guerras, violência, perseguição a grupos minoritários, invasões de territórios e eliminações de pessoas de determinados grupos étnicos.

O que os EUA fizeram, de invadir um país (há quem diga soberanos, mas com um ditador no poder maltratando o povo, é difícil de engolir essa soberania), não me parece certo, assim como alguns especialistas em direito internacional têm reafirmado em entrevistas a diversos meios de comunicação. Além do risco de abrir um precedente terrível, para que, sempre que um país não fizer o que os EUA quiser, eles se darão ao direito de atacar e pronto, fica por isso mesmo… É basicamente o que está acontecendo com a Rússia, que não queria a Ucrânia na OTAN, foi lá e atacou… Até agora a Ucrânia não entrou na OTAN, então, só nisso a Rússia já está ganhando e impondo sua vontade sobre outro país… O mesmo aconteceu com Israel, quando seu líder, Benjamin Netanyahu, ao revidar um ataque terrorista praticado pelo grupo islâmico de terroristas do Hamas, achou justo matar dezenas de milhares de mulheres e crianças, apenas para prolongar-se no poder, fugir da justiça internacional e tentar conquistar o apoio popular com a promessa de EXTERMÍNIO DE TODO UM GRUPO ÉTNICO (e este grupo não é o Hamas, que são terroristas, é o grupo de PALESTINOS).

Mas, só para terminar este ponto o ataque dos EUA contra a Venezuela, pode sim, validar o ataque da Rússia à Ucrânia, de Israel à Faixa de Gaza e outros países ali na região, e algo que pouca gente tem comentado, pode validar uma manobra da China para tomar Taiwan. Embora a China considere Taiwan como sendo uma parte sua, pressiona países que reconheçam a independência de Taiwan, etc. E sabe o que pode acontecer se  Taiwan sofrer um ataque ou invasão desse tipo? Uma crise ainda maior de chips de processadores e memórias, e sabem onde isso é utilizado? Em computadores, celulares, carros, máquinas industriais, agrícolas, geladeiras, televisores, GPS e muitos outros equipamentos que fazem parte da rotina da maioria das pessoas do mundo.

Após a prisão de Maduro, o vice-presidente dos EUA já havia postado em seu perfil no Xwitter que os EUA iriam “retomar o petróleo” da Venezuela, e horas depois, em seu discurso ao vivo, Trump reafirmou isso, sem falar em democracia na Venezuela, ele reforçou a busca por riquezas e exploração de petróleo no território venezuelano, alegando que no passado os EUA investiram na exploração petrolífera no país aqui do sul.

Comentário de JD Vance sobre o petróleo venezuelano
Comentário de JD Vance sobre o petróleo venezuelano

Por fim, depois de rodarmos tanto, chegamos ao ponto crucial do ataque realizado, não é sobre drogas, nem sobre democracia. Os EUA estão muito atrás de sua principal concorrente, a China, no setor energético. Na produção fotovoltaica (energia solar), o país oriental está muito à frente, enquanto os EUA viram seu poder energético cair, só restou explorar mais do que eles ainda são bons em fazer, combustíveis fósseis… Como a Venezuela possui as maiores reservas de petróleo conhecidas atualmente, cerca de 6 a 7 vezes maiores do que as dos Estados Unidos, e com a proximidade do país caribenho com a China, os Estados Unidos, se achando donos do quintal “América”, resolveu fazer uma espécie de “reforma agrária petrolífera”, e expandir seus domínios energéticos, para tentar diminuir a amizade “das outras crianças” com a China.

Agora, vamos por partes, para que ninguém me entenda errado (pelo menos ninguém dos poucos que chegaram até aqui):

Sobre Maduro ter sido retirado do poder: Eu acho isso algo positivo, ditadores têm que ser retirados do poder, o povo merece uma chance de tentar algo melhor, de viver com mais liberdade, e não serem perseguidos por defenderem opiniões divergentes de seus líderes, CONTANDO QUE SUAS OPINIÕES NÃO SEJAM PREJUDICIAIS A OUTRAS PESSOAS, vou logo acrescentando em letras maiúsculas, para evitar que venha a galerinha nazista, racista, xenofóbica, misógina, preconceituosos em geral, defender suas ideias de gerico apoiadas em meu texto.

Sobre a forma como Maduro foi retirado do poder: Eu não sei de que outra forma poderia ter ocorrido, já que há forte evidências de que ele teria fraldado as eleições para permanecer no poder, porém, um país atacar outro, é e para mim, continuará sendo errado, a não ser por legítima defesa, ou em caso de apelações em cortes internacionais que julguem, planejem e coordenem ações do tipo, para ajudar a libertar um povo, isso, caso o povo oprimido queira.

Sobre o futuro: Agora que o ato já foi consumado, não há como voltar atrás, então, bola pra frente e vida que segue. A questão agora é, qual será o futuro da Venezuela? Isso vai ser positivo para o povo? Em seu primeiro discurso, Trump já escanteou a ganhadora do Nobel da Paz, Maria Corina Machado, e disse que uma empresa petrolífera irá “concertar” a Venezuela… Além disso, o presidente dos EUA anunciou que serão eles quem administrarão o país caribenho até que acreditem que o país está pronto para ter uma transição de governo sustentável (Teremos um Porto Rico do Sul?), em outras palavras, os EUA governarão a Venezuela por tempo indeterminado. Resta saber se este colonialismo vai durar enquanto houver interesse no petróleo, até que seja eleito um presidente muito bem afinado com os interesses norte-americanos, ou se a vontade do povo venezuelano será respeitada caso pensem diferente de Trump?

E, por fim, não podemos normalizar guerras, agressões, nem achar normal intervenções internacionais não solicitadas. Não podemos apoiar ditadores. Não podemos tratar atos de exceção como coisas positivas, sempre. Muitas vezes, por estarmos extremamente cansados de nossos problemas, nossas rotinas, nossas coisas, além de sermos diariamente bombardeados por promessas de soluções rápidas e fácies para problemas grandes e difíceis, que enfrentamos há muito tempo, acabamos engolindo a pílula da “solução simples e rápida”, muitas vezes, sem olhar as consequências e efeitos colaterais.

Não somos nós quem resolveremos estes problemas, mas, fomentar apoio, mesmo que em redes sociais, acaba servindo de indicador popular ou “populista” para líderes que defendem tais problemas ou soluções. O que cada um de nós pensamos, pode não mudar diretamente em vários problemas nossos, dos outros ou do mundo, mas, temos o direito de nos manifestar e nos expressar sobre estes problemas, porém, todo direito traz consigo responsabilidades, e por isso, temos que ser conscientes para exercer nossos direitos, e também, ser responsáveis pelos nossos atos, e suas consequências.

Tags: Donald TrumpEstados UnidosEUANicolás MaduroUSAVenezuela
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Ricardo Aurélio Januário

Ricardo Aurélio Januário

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Comentários 1

  1. João dos Reis Moreira Júnior says:
    2 semanas atrás

    Penso exatamente como você. Acrescentaria que Trump também se tornou um ditador e também ele com sua milícia.

    Responder

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